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04/12/2020
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Edifícios restaurados se valorizam até 20% no mercado

Posted by Fred Rangel
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4
maio

April 2012

Conhecida como “cirurgia plástica” dos edifícios, o retrofit é um conjunto de medidas que valorizam os prédios antigos e conseqüentemente os apartamentos em até 20%. Preocupados com a desvalorização patrimonial e com a defasagem tecnológica, síndicos e moradores de São Paulo apostam nessa ação para recuperar o condomínio desgastado pelo tempo.

O sistema completo consiste na atualização das instalações elétricas, hidráulicas e dos principais equipamentos instalados nas áreas comuns dos edifícios, como elevadores, sistemas de iluminação, mobiliários, entre outros.

‘Um projeto bem elaborado, apesar de parecer caro à primeira vista, traz grande rentabilidade para os moradores em longo prazo. Além da valorização da unidade, a medida pode reduzir o consumo de energia elétrica em 40%’, afirma Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios, empresa líder em administração condominial de São Paulo.

A iniciativa busca, além da modernização do condomínio, tornar o imóvel mais ‘competitivo e atrativo’ no mercado em relação aos novos empreendimentos imobiliários, já equipados com o que há de mais avançado no ramo da construção.

O primeiro passo para a implantação de um projeto de retrofit, no entanto, é buscar auxílio de um profissional especializado, como um arquiteto. Ele pode sugerir diversas tecnologias muitas vezes desconhecidas pelo condomínio, como elementos de proteção solar para a fachada, itens de acústica dos ambientes, substituição dos caixilhos, entre outros. Alguns projetos, além trazer melhorias estéticas para o edifício, podem torná-los mais eficientes com a instalação de equipamentos que economizam água e energia.

De olho neste mercado, as empresas de construção oferecem aos condomínios alternativas interessantes e econômicas de retrofit, como o financiamento da mão-de-obra e dos materiais de construção, por meio de empresas de crédito.

‘Para se ter uma idéia, uma reforma que custe R$ 5 mil para cada condômino pode valorizar o imóvel em cerca de R$ 50 mil’, afirma Angélica. Ela alerta, porém, que a medida, deve ser aprovada pelos condôminos em unanimidade em assembléia específica, pois se trata de despesa extraordinária.

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