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27/10/2020
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Construtoras acirram briga no interior

Posted by Fred Rangel
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24
jul

Julho/2012 – DCI

Para crescer em um mercado dominado por nomes como Gafisa, MRV e Brookfield as incorporadoras sem capital aberto começam uma verdadeira corrida em busca de oportunidades. Para empresas como BR Incorporadora, BKO, e Lemos & Assunção, a alternativa encontrada foi aumentar o investimento fora da Região Metropolitana de São Paulo e apostar no crescimento econômico no interior do estado.

Nesse cenário, a BR Incorporadora irá focar os ativos este ano em imóveis comerciais e residenciais fora da capital, e a perspectiva de crescimento chega na casa dos 50% em faturamento, além da negociação com um grupo investidor estrangeiro. “As grandes incorporadoras de capital aberto já mapearam e lançaram muitos ativos nas principais capitais brasileiras. Em meio a este cenário, nós vimos uma janela de oportunidade bastante promissora atualmente: as grandes cidades do interior de São Paulo”, diz André Coletti, sócio-diretor da BR Incorporadora e Construtora.

De acordo com o executivo, a escolha do interior de São Paulo como aposta para construção vem do perfil da economia local. “São economias expressivas e com demandas reprimidas de moradia para classe média”, diz. A previsão para este ano é que a empresa aporte mais para o segmento comercial, sem deixar de lado a força do mercado residencial. A explicação do executivo para esta decisão está aliada à falta de terrenos, que também atinge o interior e que propicia uma nova forma de negócio. “Estamos com foco em grandes áreas já limitadas por questões urbanísticas e que inviabilizam o uso para incorporações convencionais, mas que podem ser viabilizadas com a implantação de produtos comerciais de uso misto e que contam com a participação do proprietário da área no resultado do negócio”, detalha.

Para atingir os planos, Colleti explica que em 2011 a empresa pisou no freio em questão de lançamentos e focou o trabalho em aquisições. “Ano passado a atuação da BR não foi marcada por lançamentos. As nossas atenções estiveram voltadas à prospecção e aquisição de áreas, ao desenvolvimento de produtos, e, ainda, à manutenção da prestação de serviços a terceiros na construção civil”, disse.

Para o segundo semestre a empresa já prepara dois lançamentos residenciais, um na capital paulista e um no interior de São Paulo, na cidade de Presidente Prudente, o qual contará com valor geral de vendas (VGV) de R$ 80 milhões. “A oferta está restrita e a maioria dos negócios que nos chegam possui algum tipo de restrição urbanística, ambiental ou documental. Hoje em dia, mais do que nunca, o desafio do incorporador é buscar a criatividade para viabilizar um negócio rentável”, detalha.

Mercado externo

Outra tendência dentro do mercado brasileiro de construção civil é a internacionalização dos grupos nacionais. Nesse novo cenário, a crise mundial vira um agente multiplicador de oportunidades. “Vivemos um momento único dentro da economia brasileira de construção. Poucas são as empresas que ainda não sofreram assédio das multinacionais que encontram em um braço brasileiro a chance de salvar operações mundo afora”, argumentou o professor de Mercado Imobiliário e Desenvolvimento da Universidade Paulista, Rogério Mascarenhas.

Com a BR Incorporadora não foi diferente, o assédio dos estrangeiros já aconteceu e a empresa se encontra hoje em negociações com um possível investidor. “Nunca o mercado brasileiro foi tão procurado pelo capital estrangeiro, e nesse ritmo temos recebido consultas variadas de investidores internacionais”, falou.

Conforme o executivo, quando acontece uma proposta deste porte a empresa começa uma análise ampla de oportunidades. “Quando percebemos sinergia, iniciamos as conversações preliminares. Oficialmente, hoje, já temos assinado um termo de compromisso com um grupo de investidores estrangeiros, para busca e desenvolvimento de projetos nos segmentos residencial e comercial”, detalha.

Outras empresas

Quem também pretende acelerar os lançamentos no interior de São Paulo é a Incorporadora e Construtora BKO, que escolheu Campinas (SP) para o próximo empreendimento. Com investimentos de R$ 20 milhões, o novo condomínio será lançado este ano. “A localização é privilegiada, em um dos bairros que mais crescem em Campinas, o Taquaral. Fica ao lado do nobre bairro do Cambuí e do Parque do Taquaral”, diz Eliane Mendes, gerente da BKO.
Já a Lemos & Assunção, construtora nascida em Sorocaba, no interior, também começou a expandir seus planos. A empresa pretende entrar com ativos em Itu, Araraquara, Salesópolis e Jundiaí, ainda este ano.

“Somos do interior de São Paulo e notamos a necessidade de crescimento nas cidades vizinhas, e aí surgiu a oportunidade”, disse Nice Dias, diretora de Novos Negócios da empresa, que pretende aportar até R$ 100 milhões em três anos no interior.
Para a executiva, os planos de negócios podem ser mais ousados. “Acreditamos no potencial econômico da região fora da metropolitana, que cresce em larga escala e tem boas oportunidades de terrenos disponíveis” finalizou Nice Dias.

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